Canais escalam receita, mas sem portal, viram caos operacional.
No SplitTalks 9, a SplitC falou sobre como ganhar eficiência na gestão de canais de revenda, parceiros que vendem, implantam ou distribuem seu produto sem estarem como CLT dentro da empresa. O episódio começou alinhando conceitos e nomenclaturas (canal, parceiro, representante, RCA, rede, canal direto/indireto) e mostrou por que esse tema vira gargalo quando a operação escala: com poucos parceiros, dá para “se virar” via e-mail e planilha; com 100, 200 ou mais, o financeiro e o time comercial passam a viver apagando incêndio.
O talk trouxe também um recorte de métricas observadas na base da SplitC: em média, pagamentos para canais tendem a ser mais altos do que para CLTs e, ao mesmo tempo, o cálculo costuma ser menos complexo do que modelos internos (que misturam metas, presença, exceções, férias, NPS, etc.). Ainda assim, o problema não é “calcular” apenas, é operar: comunicar resultados, dar transparência, coletar/validar nota fiscal e pagar no prazo.
Na parte de boas práticas, o episódio destacou:
- Transparência para o canal acompanhar performance e valores ao longo do mês.
- Valor mínimo de repasse para evitar operação cara com pagamentos muito pequenos.
- Segurança e credibilidade (sair do Excel e reduzir desconfiança/ruído).
- Treinamento estruturado (EAD, trilhas e até certificação) para padronizar discurso e evitar venda “errada”.
- Atratividade: benchmark de mercado e estratégias mais agressivas no começo para fazer o canal engrenar.
- Autonomia de pricing (quando fizer sentido) para o parceiro capturar upside e ampliar resultado.
Depois, a SplitC mostrou na prática como montar um “portal do parceiro” rapidamente: subir uma base (ex.: planilha ou integração), criar um dashboard por parceiro (cada um vendo só o próprio resultado), disponibilizar tabela linha a linha, publicar recados operacionais e habilitar o fluxo de envio de nota fiscal pelo próprio parceiro — com um workflow de status (pendente validação, aprovado, enviado para pagamento etc.). O ponto central: em vez de quebrar uma planilha por parceiro e caçar notas no e-mail, você centraliza o processo e padroniza a operação.
O episódio fechou com o que vem por aí: autovalidação de nota fiscal com IA, lendo PDF, transformando em metadados e aplicando regras (CNPJ correto, valor, código de serviço, política interna), para reduzir retrabalho e acelerar pagamentos, especialmente quando a empresa recebe centenas de notas por mês. Também reforçou o impacto da automação na prevenção de erros: em operações com canais (valores maiores), pequenos deslizes de planilha podem virar diferenças grandes.
FAQ
1. O que entra em “canais de revenda” nesse episódio?
Parceiros externos (PJ/empresas) que vendem, implantam ou distribuem seu produto, chamados de canal, parceiro, representante, RCA, rede, etc.
2. Dá para criar um portal do parceiro sem desenvolver sistema do zero?
Sim. A demo mostrou como subir dados, criar dashboard por parceiro, controlar acesso e permitir envio de nota fiscal via workflow, sem construir uma plataforma interna do zero.
3. Qual é a dor que mais explode quando você escala canais?
Operação: comunicação e transparência + recebimento/validação de notas fiscais + pagamento (prazos, regras, conferências). Por isso a SplitC enfatiza workflow e autovalidação por IA como próximos passos.
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